Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre

Instalação de antena coletiva em condomínios requer cuidados

Nota08.03

 

Ao realizar a instalação de uma antena coletiva para receber o sinal de TV digital, o síndico deve observar vários aspectos importantes e evitar soluções que, aparentemente, apresentam uma relação custo x benefício atrativa – geralmente ofertadas por instaladoras de antenas coletivas.

O cabeamento deve ser adequado para o sinal UHF, com preferência para a utilização do cabo coaxial RGC 59 ou RG6, ambos com 90% de malha. Este modelo é o mais adequado para a transmissão digital devido à menor perda de sinal em frequências mais altas, em comparação a outras opções. Se o cabo for inadequado, alguns canais não podem ser assistidos pelo telespectador.

Se a instalação for antiga, deve-se avaliar a condição do cabeamento da antena coletiva. Em muitos edifícios, o tipo existente é adequado somente para o sinal VHF e analógico. Nestes casos, o ideal é a troca das antenas e de todo o cabeamento e seus acessórios (conectores, divisores de frequência, amplificadores, etc).

Mais conveniente seria a troca da antena coletiva para todos os apartamentos. Mesmo no curto prazo, o investimento com a mudança de cabeamento será compensado pela qualidade e recursos que a TV digital aberta oferece, bem como a possibilidade de eliminação da opção por assinatura, caso o condômino utilize apenas para assistir aos canais de TV abertos e gratuitos.

Algumas instaladoras de antenas coletivas oferecem como solução “mais barata” a conversão do canal digital para o analógico, distribuindo-o no prédio por meio do mesmo cabeamento.  Neste tipo de solução, são instalados junto à antena coletiva conversores digitais comuns para cada canal existente. Por exemplo: em uma cidade com dez canais digitais, vão ser instalados dez conversores digitais, um para cada canal existente. O sinal digital de cada conversor é convertido para sinal analógico e enviado para os apartamentos.

O custo desta solução é quase o mesmo da troca do cabeamento e muito mais propenso a apresentar falhas, visto que há mais componentes neste tipo de sistema para a antena coletiva. Além da qualidade insatisfatória da imagem, quando um novo canal de TV entrar em operação, o condomínio precisará comprar um novo conversor e o antenista chamado para realizar uma nova instalação.

Ademais, o usuário não terá os benefícios que a TV digital aberta oferece, tais como imagem em alta definição, multiprogramação nos canais públicos (TV Brasil, TV Justiça e TV Cultura), som estéreo e Closed Caption (legendas).

Para melhor compreensão, acesse o site www.dtv.org.br e tire essas e outras dúvidas a respeito da instalação.

Leia também

Nova geração da televisão digital brasileira traz sinal de antena com internet para oferecer imagem em 4K, áudio imersivo, interatividade e navegação por aplicativos, mas

TV 3.0, ou DTV+, estreia em 2026 com transmissão da Copa em 4K; antenas atuais funcionam, internet não é obrigatória, mas amplia recursos. A TV 3.0,

A TV 3.0, também chamada oficialmente de DTV+, já chegou nas primeiras 22 cidades no Brasil. A nova geração da televisão aberta promete a maior mudança no setor desde 2007,