Nota07.08

No dia 30 de maio de 2018, cerca de dois milhões de telespectadores, que moram em doze cidades do Pará, vão assistir à televisão aberta apenas pelo sinal digital.

Aguardando a chegada da data, esta semana a TV Liberal, afiliada da TV Globo no estado paraense, deu início à segunda fase do alerta sobre o desligamento. Durante seis vezes por dia, quem estiver em uma destas doze cidades e assistir à emissora por meio do sinal analógico vai visualizar um sinal comunicando sobre o prazo.

As cidades que recebem o novo modelo de transmissão, são Ananindeua, Barcarena, Belém, Benevides, Bujaru, Cachoeira do Arari, Colares, Marituba, Ponta de Pedras, Santa Bárbara do Pará, Santa Isabel do Pará e Santo Antônio do Tauá.

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Nota28.10

 

Na Bahia, o desligamento analógico se inicia em 26 de julho do próximo ano. Junto à capital, Salvador, outros 19 municípios passam pelo processo. São eles: Aratuípe, Cairu, Camaçari, Candeias, Dias D'Ávila, Itaparica, Jaguaripe, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Maragogipe, Nazaré, Salinas da Margarida, Santo Amaro, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Saubara, Simões Filho, Terra Nova e Vera Cruz.

Afiliada da Rede Globo nas regiões Norte e Nordeste do País, a TV Bahia já se prepara para a chegada da era digital. Um novo transmissor já foi adquirido e um projeto de reforços de sinais em Salvador e região metropolitana está sendo estudado. O investimento total pode chegar a R$ 3 milhões.

Segundo Márcio Cardoso, gerente de Engenharia da emissora, a mudança significa uma evolução na maneira como a televisão chega às pessoas. “Isso é um avanço que proporciona melhor qualidade de som e imagem, e menos ruídos”.

Para ter acesso à transmissão digital, deve ser observado se já possui uma antena que recepcione o sinal ou televisor com conversor embutido. Caso a TV não tenha um conversor digital – ou setup box –, será necessário comprá-lo. Quem ainda assiste TV pelo sinal analógico recebe avisos na tela sobre a transição do sinal, que se tornam mais frequentes à medida em que a data da mudança se aproxima.

De acordo com o Ministério das Comunicações, as famílias beneficiárias do Bolsa Família vão receber gratuitamente conversores de sinal digital para que não fiquem sem ter a programação.

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Nota13.09

Inter TV Grande Minas, afiliada à Rede Globo, implantou no mês de agosto o sinal digital nas cidades de Manga e Porteirinha, situadas ao norte do estado mineiro, que foram agraciadas com o que há de melhor em som e imagem para as transmissões da emissora.

Para que o sinal chegasse aos municípios, foi necessário um longo tempo de trabalho. “Tivemos todo um processo a ser feito para conseguir implantar o sinal nas cidades. Recentemente que obtivemos a autorização do Ministério das Comunicações para implantar o sinal em Manga e Porteirinha, e tudo foi possível só com a devida tramitação”, explica Filipi Librelon, supervisor técnico de engenharia da emissora.

O sinal digital vai proporcionar aos telespectadores uma qualidade incomparável nas imagens. “A população vai ter uma grande qualidade na recepção do sinal transmitido pela Inter TV. Vai melhorar a questão de acesso, sinal menos ruidoso, melhor definição, além de poder usufruir das novas tecnologias”, enfatiza Librelon.

Em Manga, a transmissão digital da Inter TV pode ser sintonizada no canal 5.1, e em Porteirinha, no 10.1.

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Nota12.09

 

As emissoras de TV estão se preparando para digitalizar seus sinais em municípios pequenos e cumprir o cronograma definido pelo governo. Entre 2019 e 2023, haverá o desligamento do sinal analógico nessas regiões, impactando uma audiência estimada em 77 milhões de pessoas.

Em conversa com o NaTelinha, Roberto Franco, diretor de redes e afiliadas e assuntos regulatórios do SBT, aponta a crise financeira de algumas prefeituras como fator que dificulta a digitalização de alguns locais. “O SBT tem tomado todas as providências para que nenhuma cidade fique de fora. Existe uma grande dificuldade, que no passado foi atendida pelas prefeituras, mas que no presente não tem como financiar como fizeram antes. As emissoras e o governo encontrarão uma solução para manter o acesso de todos os brasileiros a esse meio tão importante que é a TV aberta”.

Já o diretor de tecnologia da Globo, Raymundo Barros, defende o compartilhamento de infraestruturas entre as emissoras como um caminho para atingir a meta e evitar que 4.244 municípios fiquem sem TV aberta. “No caso da Rede Globo, já cobrimos hoje 20 milhões desses habitantes. O grande desafio será digitalizar os 57 milhões não cobertos e acreditamos que uma forma inteligente e viável de endereçar essa questão é buscar o compartilhamento de infraestrutura entre todas as Redes, não apenas abrigo, torre e energia, mas também com antenas e transmissores modulares. Essa é uma forma de vencer este grande desafio e cumprir a meta”.

Segundo Barros, este é um processo que exige a união de todas as partes. “Essa colaboração é fundamental para acelerar a implantação do sistema e para esclarecimento da população. O Japão, por exemplo, fez um processo de switch off que deve ser seguido. Para que a migração acontecesse de forma satisfatória, foram visitados 20 milhões de domicílios”.

A Globo atualmente cobre 100% dos habitantes cujos municípios têm o desligamento previsto para o final de 2016, e 97% e 88% dos moradores que vão passar pelo mesmo processo em 2017 e 2018, respectivamente, com 547 estações digitais no ar em todo o Brasil.

“Outro fator importante para atingir a meta, além dos investimentos e compartilhamento de infraestruturas, é o processo de ações efetivas de comunicação. A Rede Globo realiza diversas ações voluntárias como campanhas nacionais e treinamentos para o varejo e antenistas. Uma ação muito representativa, por exemplo, é a Patrulha Digital, na qual investimos na formação de multiplicadores nas localidades que estão sendo digitalizadas. Com parceiros locais, capacitamos jovens de cursos técnicos do SENAI para que tirem dúvidas da população e auxiliem na correta instalação dos equipamentos”.

Já a Record, por meio da assessoria de imprensa, informou que está investindo na ampliação da cobertura, ao mesmo tempo em que lida com o desafio de conquistar concessões de outros canais. “Temos um desafio em algumas cidades que ainda dependem da concessão de novos canais, parcerias com prefeituras e transmissores adequados. Em alguns casos, a recepção que hoje é feita por parabólica, pode passar a receber sinal livre, aberto, gratuito e terrestre”.

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