Nota20.08

 

O sinal analógico de TV em Macapá/AP, Porto Velho/RO Palmas/TO e Cuiabá/MT foi desligado no último dia 14. Essas cidades atingiram o percentual mínimo de 90% dos domicílios com acesso ao sinal digital. Já nas capitais Rio Branco/AC, Campo Grande/MS e Boa Vista/RR tiveram o desligamento adiado para o dia 31 de outubro.

“Estamos encerrando a primeira etapa que leva a TV digital a todas as capitais e às grandes cidades brasileiras. Faltam apenas três capitais que até o final de outubro desligarão o sinal analógico, quando teremos todas as capitais exclusivamente com o sinal digital”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, ao assinar a portaria autorizando o desligamento do sinal.

De acordo com o ministro, o desligamento em Rio Branco, Campo Grande e Boa Vista foi adiado porque as capitais não atingiram o percentual mínimo de 90% de domicílios com acesso ao sinal digital. “Na medida em que o índice não foi atingido tomamos o cuidado de prever o desligamento até o dia 31 de outubro”, disse o ministro. “Um município onde 90% dos cidadãos estão plugados à TV digital nos leva a ter a tranquilidade de fazer o desligamento, pois mostra que a cidade já está preparada”, acrescentou.

Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontam para mais de 50% dos domicílios brasileiros com acesso ao sinal digital. “Hoje cerca de 105 milhões de brasileiros têm acesso a TV digital, uma TV com muita qualidade”, disse Kassab. “A nossa previsão é que até 2023 o sinal analógico seja desligado nas outras cidades do país”, acrescentou.

Além de Macapá, o sinal analógico também será desligado em Mazagão e Santana. No Tocantins, ocorrerá também nas cidades de Barrolândia e Porto Nacional. Em Rondônia, também ocorrerá em Candeias do Jamari. Já em Mato Grosso, ocorrerá ainda em Acorizal, Jangada, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Várzea Grande.

No dia 31, além de Boa Vista, o sinal analógico também será desligado em Cantá. Em Rio Branco, será desligado nos municípios de Bujari e Senador Guiomard. E em Mato Grosso do Sul abrangerá ainda o município de Terenos. As demais capitais das duas regiões já tiveram o sinal analógico desligado.

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Nota27.11

 

O padrão de TV digital do Brasil vem se consolidando cada vez mais como referência na América Latina. Depois de países como Peru, Chile, Venezuela, Paraguai e Uruguai terem optado por este formato, agora chegou a vez do Equador iniciar o desligamento e adotar inteiramente a tecnologia. A previsão é de que o novo modelo entre em vigor a partir do segundo semestre de 2018.

E não é apenas a TV brasileira que tem grande participação nesse processo, já que profissionais daqui também contribuíram com a mudança.  Ao longo de quase uma semana, dois especialistas indicados pelo Fórum SBTVD (Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre) acompanhados do representante do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, William Ivo Zambelli, estiveram no país para ministrar cursos à equipe equatoriana no último mês. Dentre os principais temas, foram abordadas questões relacionadas à transmissão do sinal de TV digital aberta, codificação, modulação e multiplexação.

Entre os países sul-americanos, apenas Suriname e Colômbia não optaram pelo padrão brasileiro. “Para o Brasil é muito importante que outros países adotem o nosso padrão de TV digital, principalmente aqueles com que possuímos laços comerciais e culturais, pois isso gera mais oportunidades de negócios”, enfatiza o presidente do Fórum SBTVD, José Marcelo Amaral.

O padrão digital do Brasil foi adaptado do sistema japonês (ISDB-T), plenamente utilizado desde 2002. Os aspectos que diferenciam um modelo de outro estão, principalmente, relacionados à compressão. Enquanto no Japão a condensação do vídeo usa o padrão MPEG2, por aqui ela foi atualizada para MPEG4. A interatividade também é um ponto de divergência entre os dois modelos. Em terras japonesas, utiliza-se o BML; já aqui os televisores saem da fábrica com o Ginga, middleware desenvolvido para atender aos padrões brasileiros.

José Marcelo entende que o que leva os outros países a se interessarem pelo ISDB-TB (modelo brasileiro de TV digital) é a robustez do sinal, além da acessibilidade e interatividade. “Diferente de outros padrões”, acrescenta o executivo, “o ISDB-TB possibilita também a transmissão de sinal de TV para dispositivos móveis, como celulares, tablets, entre outros”. Ao todo, 18 países já optaram pelo modelo brasileiro de TV digital.

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Nota04.08

 

Países latinos e do conttinente africano recorreram ao Brasil para entender como o País tem conduzido o desligamento do sinal analógico de TV e a adoção da TV digital.

A migração, que já ocorreu em quatro capitais e chega a Salvador e Fortaleza em setembro, é usada como modelo por esses países que se preparam para conduzir processos similares em seus territórios.

Vindas de Costa Rica, Chile, Equador e Botsuana, delegações formadas por funcionários públicos e executivos de emissoras de TV visitaram Brasília em busca de informações. “Os governos estrangeiros têm mostrado interesse nas políticas governamentais de atendimento à população, em especial, a distribuição de conversores aos cadastrados em programas sociais”, diz William Ivo Zambelli, coordenador-geral de Televisão Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Todos os inscritos no Cadastro Único, que reúne os registrados em programas como Bolsa Família, têm direito a receber conversores gratuitamente. Segundo Zambelli, estrangeiros perguntam sobre “modelo de negócios, logística de distribuição e especificação técnica dos conversores”, dada à dimensão territorial e diversidade econômica e social.

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Nota19.01

 

A Pesquisa Brasileira de Mídia 2016, responsável por revelar os hábitos de informação dos brasileiros, aponta que a televisão segue como meio de comunicação predominante no País. Segundo os resultados, 63% da população buscam informações nos telejornais diários e 77% afirmam ver TV todos os dias da semana, com predominância de segunda à sexta-feira. A pesquisa ainda revela que o telespectador passa, em média, de 60 a 120 minutos em frente ao televisor.

Em segundo lugar vem o rádio, ouvido por 30% da população. Destes, 63% têm o hábito de acompanhar a programação por meio do equipamento tradicional, 17% com o uso de celulares e 14% sintonizando pelo aparelho do carro.

A Pesquisa Brasileira de Mídia, divulgada anualmente pela SECOM (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), ouviu 15.050 pessoas de diversas idades e classes sociais, entre os dias 23 de março e 11 de abril de 2016.

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