Nota27.11

 

O padrão de TV digital do Brasil vem se consolidando cada vez mais como referência na América Latina. Depois de países como Peru, Chile, Venezuela, Paraguai e Uruguai terem optado por este formato, agora chegou a vez do Equador iniciar o desligamento e adotar inteiramente a tecnologia. A previsão é de que o novo modelo entre em vigor a partir do segundo semestre de 2018.

E não é apenas a TV brasileira que tem grande participação nesse processo, já que profissionais daqui também contribuíram com a mudança.  Ao longo de quase uma semana, dois especialistas indicados pelo Fórum SBTVD (Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre) acompanhados do representante do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, William Ivo Zambelli, estiveram no país para ministrar cursos à equipe equatoriana no último mês. Dentre os principais temas, foram abordadas questões relacionadas à transmissão do sinal de TV digital aberta, codificação, modulação e multiplexação.

Entre os países sul-americanos, apenas Suriname e Colômbia não optaram pelo padrão brasileiro. “Para o Brasil é muito importante que outros países adotem o nosso padrão de TV digital, principalmente aqueles com que possuímos laços comerciais e culturais, pois isso gera mais oportunidades de negócios”, enfatiza o presidente do Fórum SBTVD, José Marcelo Amaral.

O padrão digital do Brasil foi adaptado do sistema japonês (ISDB-T), plenamente utilizado desde 2002. Os aspectos que diferenciam um modelo de outro estão, principalmente, relacionados à compressão. Enquanto no Japão a condensação do vídeo usa o padrão MPEG2, por aqui ela foi atualizada para MPEG4. A interatividade também é um ponto de divergência entre os dois modelos. Em terras japonesas, utiliza-se o BML; já aqui os televisores saem da fábrica com o Ginga, middleware desenvolvido para atender aos padrões brasileiros.

José Marcelo entende que o que leva os outros países a se interessarem pelo ISDB-TB (modelo brasileiro de TV digital) é a robustez do sinal, além da acessibilidade e interatividade. “Diferente de outros padrões”, acrescenta o executivo, “o ISDB-TB possibilita também a transmissão de sinal de TV para dispositivos móveis, como celulares, tablets, entre outros”. Ao todo, 18 países já optaram pelo modelo brasileiro de TV digital.

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Nota04.08

 

Países latinos e do conttinente africano recorreram ao Brasil para entender como o País tem conduzido o desligamento do sinal analógico de TV e a adoção da TV digital.

A migração, que já ocorreu em quatro capitais e chega a Salvador e Fortaleza em setembro, é usada como modelo por esses países que se preparam para conduzir processos similares em seus territórios.

Vindas de Costa Rica, Chile, Equador e Botsuana, delegações formadas por funcionários públicos e executivos de emissoras de TV visitaram Brasília em busca de informações. “Os governos estrangeiros têm mostrado interesse nas políticas governamentais de atendimento à população, em especial, a distribuição de conversores aos cadastrados em programas sociais”, diz William Ivo Zambelli, coordenador-geral de Televisão Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Todos os inscritos no Cadastro Único, que reúne os registrados em programas como Bolsa Família, têm direito a receber conversores gratuitamente. Segundo Zambelli, estrangeiros perguntam sobre “modelo de negócios, logística de distribuição e especificação técnica dos conversores”, dada à dimensão territorial e diversidade econômica e social.

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Nota19.01

 

A Pesquisa Brasileira de Mídia 2016, responsável por revelar os hábitos de informação dos brasileiros, aponta que a televisão segue como meio de comunicação predominante no País. Segundo os resultados, 63% da população buscam informações nos telejornais diários e 77% afirmam ver TV todos os dias da semana, com predominância de segunda à sexta-feira. A pesquisa ainda revela que o telespectador passa, em média, de 60 a 120 minutos em frente ao televisor.

Em segundo lugar vem o rádio, ouvido por 30% da população. Destes, 63% têm o hábito de acompanhar a programação por meio do equipamento tradicional, 17% com o uso de celulares e 14% sintonizando pelo aparelho do carro.

A Pesquisa Brasileira de Mídia, divulgada anualmente pela SECOM (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), ouviu 15.050 pessoas de diversas idades e classes sociais, entre os dias 23 de março e 11 de abril de 2016.

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